Docente da UEA Parintins defende Tese sobre "Narrativas de Escritores Indígenas Amazonenses" 

"A literatura indígena é importante para ressignificar a história dos povos originários, um dos objetivos centrais de nossa pesquisa", ressaltou Sicsú.

Docente da UEA Parintins defende Tese sobre Professora Doutora Delma Pacheco Sicsú Notícia do dia 28/04/2023

A professora do colegiado de Letras do Centro de Estudos Superiores de Parintins (CESP) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) Drª. Delma Pacheco Sicsú defendeu hoje (28) a Tese intitulada "Narrativas de Escritores Indígenas Amazonenses: Modos de Ver; Modos de Pensar", pela Universidade de Brasília - Instituto de Letras, Programa de Pós-graduação em Literatura. 

"A literatura produzida por indígenas no Brasil é, muitas vezes, vista lacunarmente na tradição literária brasileira, aspecto que, ao longo das últimas décadas, tem sofrido uma revisão. Nossa pesquisa entende como hipótese primária a ideia de que a temática indígena, além de cenário e temas dos escritores autóctones, traz à tona modos de ver, sentir e pensar o mundo desses povos e a sua influência na construção da identidade cultural do homem amazônico.", descreveu a professora. 

Objetivos da Tese
Como objeto de estudo, narrativas indígenas amazonenses produzidas por escritores da etnia maraguá foram eleitas com a preocupação de investigar como estes textos ajudam na manutenção da identidade cultural do homem amazônico.  

 

"Discutimos textos literários de autoria indígena pertencentes a diferentes etnias para comprovar a hipótese primária deste estudo e mostrar como a literatura indígena é importante para ressignificar a história dos povos originários, um dos objetivos centrais de nossa pesquisa." ressaltou Sicsú.

O recorte foi feito, tomando como base considerações críticas advindas, principalmente, de autores e pesquisadores indígenas, como Munduruku (2017; 2018; 2020), Graúna (2013), além de reflexões de autores não indígenas como Almeida (1999; 2004; 2009), Smith (2018), Thiel (2012; 2013), entre outros. E, como corpus específico, discutimos principalmente as obras de Yaguarê Yamã (2004; 2007; 2012; 2013; 2014; 2020), Elias Yaguakãg (2011; 2014), Lia Minápoty (2011; 2013) e Roni Wasiry Guará (2001; 2007; 2011; 2012).